Como estava longe de casa, não passei o dia das mães com minha família. Foi um dia solitário, mas nem de longe foi triste. Acordei cedo e tomei café, deixando em paz minhas companheiras de quarto, que chegaram tarde na noite anterior. Eu tinha um dia de folga inteirinho pela frente. Então proponho que acompanhem meu itinerário, enquanto as fotos possam representar os meus olhos...
A madrugada do dia 14 para 15 foi animada na cidade de Assuncão, pois era a noite do amanhecer para a independência. Mas acontece que eu durmo cedo. Além disso, gosto de ver os noticiários e nem acho adequado sair à noite para outra coisa que não seja jantar. Em outras palavras, sou chata pacas.
Por isso, resolvi fazer um programa que elas não gostariam, com toda a certeza.
Fui ao Museu da Independência, que merece um relato mais detalhado, em seguida caminhei pelas ruas vazias do centro histórico.
Era uma bela manhã ensolarada e quase tudo estava fechado, pois era feriado nacional. Mesmo assim, fui até a Plaza de la Independencia, tirei várias fotos.
Logo em frente, estava o Las Manzanas, um centro cultural que eu já havia visto logo no primeiro dia, mas estava lotado de gente e a turma com fome não encontrou local para sentar.
Tirei uma foto na árvore que encontrei no pátio, pois achei no mínimo curioso todos os galhos ostentarem fitinhas com as cores da bandeira paraguaia. Puro natal!
Por sorte, desta vez estava aberto e quase vazio. Assim, pude apreciar com calma a exposição de arte.
Na volta, me deparei com esta bela casa, que parecia abandonada:
Não resisti e tirei várias fotos...
É um belo exemplo de arquitetura art-nouveau perdida no centro de Assunção. Por uns instantes parecia que eu estava em uma daquelas ruazinhas escondidas de Paris!
Por volta de meio dia resolvi almoçar. Então resolvi conferir um restaurante que ficava perto do hotel e que meu marido recomendou.
O Bolsi, fundado na década de 60, continuou com seu charme original. Fiz uma viagem no tempo!
Pedi um surubim com molho de curry que estava muito bom, mas achei dispensável a guarnição com massa e também arroz.
Mas a grande surpresa foi mesmo a passeata de carros antigos que passou bem diante da minha janela.
De volta ao hotel, minhas companheiras estavam acordando e resolvemos ir ao shopping del sol, onde passamos o resto da tarde.
Só que na volta, decidi que a única coisa que eu gostaria de fazer era voltar ao Paseo Carmelitas e repetir o maravilhoso drink da noite anterior e em seguida jantar no Chandon, um restaurante japonês.
Fui sozinha. E não me arrependi.
Estrategicamente sentada em uma pequena mesa na varanda, pude observar o movimento, repleto de mulheres bem arrumadas, bem vestidas, maquiadas e todas fumando muito. Acho que era área de fumantes.Muitas famílias, casais e jovens em grupos de amigos.
Ao final, ainda recebi um presentinho pela data! Belo fim de noite. Estes vão para a minha mala:
De volta aos taxistas malucos, meu pai...
Depois de cumpridas suas obrigações pessoais, para com a sociedade, a família e sabe-se lá mais com o quê, chega a hora do dia (ou da madrugada) em que sua sala lhe pertence, no mais absoluto silêncio. Nessa hora, em determinada poltrona, abre-se um livro e...
quinta-feira, 26 de maio de 2011
O Paseo Carmelitas/ El Bar
Em um quarteirão repleto de lojas, barzinhos e restaurantes, o Paseo Carmelitas é uma opção interessante para encontrar gente bonita,para ver e ser visto na cidade de Assunção. Para sair em turma para jantar, comer uma pizza, beber algo ou simplesmente tomar um sorvete no Freddo.As fotos que divido em seguida, são dos arredores, vitrine e afins.
A turma escolheu o El Bar e não nos arrependemos.
O local era moderno, estrategicamente posicionado de frente para a rua e contava com uma maravilhosa carta de bebidas e coquetéis, que fizemos acompanhar das famosas picadas, que é como são chamados os petiscos locais, que tanto podem ser bolinhos, como pedacinhos de carne e lingüiça, ou qualquer outra coisa.
O cardápio parecia um jornal. Dele transcrevo uma coluna que achei interessante:
“Me escribe un lector y quiere saber si conozco algo de etiqueta.
Sin esperar que me conteste me tira uma pregunta: Quién paga La cuenta despúes de una buena mesa? Me dice que quiere invitar a comer a uma amiga y quiere impresionarla. Me insinua el lector que no cuenta com mucho dinero y por este motivo pide la aclaración sobre quién se encarga de la factura. Te contesto.
M: La cuenta La pagarás tu.
No por alguna regla de etiqueta que en estas cuestiones de etiqueta manda siempre lo aprendido en el ethos del gusto, aunque poco fuera. Pagarás la cuenta porque la intuición me dice que la amiga a que te refieres es más que una amiga. Cuando una mujer es más que amiga, el mundo gira más rápido, lo indebido se vulve debido, las razones dejan de clamar un lugar al sol, y las cuentas y el pato paga el corazón. Aunque no puedas, si te falta lo que no tienes, dile a tu amiga que Iran a outro lugar. Para comer, si, por supuesto, pero más que esto, para que La amiga deje de ser amiga y se vuelva epicentro de cualquier locura, personaje de toda insensatez, esencia de preguntas como ésta que me pones em um comienzo. Te contesté?”
(Autor: Tito Caro)
A conversa estava tão animada, que em pouco tempo o local estava repleto de gente, sem que nossa mesa de amigos se desse conta. Infelizmente, após dois Cosmopolitans, eu não me lembrei de fotografar mais nada. Só o fundo do meu copo...
O jeito foi voltar de taxi para o hotel. Aqui deixo minha segunda dica: cuidado com os taxistas, muitos deles são malucos desvairados, e você chega a acreditar que vai atropelar alguém. Isso sem mencionar a situação do interior de muitos veículos...mas isso já é um outro assunto!
Comemorações em Assunção
A oportunidade de participar do Bicentenário da Independência do Paraguai foi muito especial. Fazer parte desse momento histórico, misturando-nos aos festejos locais, fez com que pudéssemos ver além da dimensão política e apreciar mais de perto os aspectos sociais e culturais...
As ruas estavam completamente enfeitadas e por todos os lados, nos prédios, restaurantes, bancos, distribuiam-se broches com as cores da bandeira.
Belo e patriótico.
Famílias inteiras saíram para prestigiar as diversas apresentações que ocorriam, concomitantemente em vários lugares da cidade.
Mesmo ao cair da tarde, e noite adentro, as ruas permaneceram lotadas...
Foi uma festa maravilhosa, feita por um povo encantador.
As ruas estavam completamente enfeitadas e por todos os lados, nos prédios, restaurantes, bancos, distribuiam-se broches com as cores da bandeira.
Belo e patriótico.
Famílias inteiras saíram para prestigiar as diversas apresentações que ocorriam, concomitantemente em vários lugares da cidade.
Mesmo ao cair da tarde, e noite adentro, as ruas permaneceram lotadas...
Foi uma festa maravilhosa, feita por um povo encantador.
A Parada Naval em comemoração ao bicentenário da República Paraguaia
No dia 14 de Maio, os quatro navios brasileiros, pertencentes à Flotilha do Mato Grosso, que vieram especialmente para as comemorações do Bicentenário da República do Paraguai, desfilaram em conjunto com navios da armada Argentina.
Em seguida, ficaram abertos à visitação publica, tendo mais de dois mil visitantes.
Das margens, acomodada em arquibancadas, a população prestigiou maçicamente o evento.
Foi uma bonita festa, conforme demonstram as fotos que selecionei, com a visão de bordo:
Em seguida, ficaram abertos à visitação publica, tendo mais de dois mil visitantes.
Das margens, acomodada em arquibancadas, a população prestigiou maçicamente o evento.
Foi uma bonita festa, conforme demonstram as fotos que selecionei, com a visão de bordo:
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Viajando para o Paraguai
Queridos amigos, peço-lhes desculpas pelas minhas ausências, mas vai valer a pena esperar um pouco. Estou em Assunção, participando dos 200 anos da Proclamação da República do Paraguai, através da Marinha Brasileira. Já vou de antemão adiantando que foi uma linda festa! Assim que baixar as fotos, divido com vocês e conto tudo!
Beijos!
Beijos!
domingo, 15 de maio de 2011
O Mausoléu de Ataturk em Ankara
A palavra que melhor o descreve é: monumental.
Permanentemente guardado pelas três forças, me lembrou um pouco o Monumento aos Pracinhas, do Aterro do Flamengo, no RJ...
Lá dentro tudo era imenso, e sempre há uma coroa de flores ao maior herói da pátria:
Um museu ensina aos jovens e estrangeiros a história da Turquia com maquetes e bonecos em tamanho natural, reconstituindo cenas de batalhas. Uma pinacoteca bem montada também retrata passagens e personagens importantes, e ainda outras salas nos dão a conferir detalhes da vida privada de Ataturk, suas roupas, artigos de toucador, carros, cigarreiras, entre outras curiosidades...
Permanentemente guardado pelas três forças, me lembrou um pouco o Monumento aos Pracinhas, do Aterro do Flamengo, no RJ...
Lá dentro tudo era imenso, e sempre há uma coroa de flores ao maior herói da pátria:
Um museu ensina aos jovens e estrangeiros a história da Turquia com maquetes e bonecos em tamanho natural, reconstituindo cenas de batalhas. Uma pinacoteca bem montada também retrata passagens e personagens importantes, e ainda outras salas nos dão a conferir detalhes da vida privada de Ataturk, suas roupas, artigos de toucador, carros, cigarreiras, entre outras curiosidades...
Mustafa Kemal Ataturk
Considerado um verdadeiro herói nacional, o general Ataturk lutou pela independência de seu país, consagrando-se o primeiro presidente da República da Turquia. Durante seu governo, instituiu inúmeras mudancas nas áreas social, política, econômica e cultural, que transformaram a nação, aproximando-a do ocidente e dando as costas para os antigos califados, decadentes.
Declarou-se contra as ordens religiosas sufistas, tornando-as ilegais, fechando suas lojas ou transformando-as em museus. Foi assim que os seguidores de Mevlana precisaram deixar Konya, cujo mosteiro citei em um post anterior.
Ataturk reformou o sistema educacional do país, buscando a taxa de analfabetismo zero, sistema curricular único e integrado, obrigatório para os dois sexos.
Através da curiosa “Lei das roupas proibidas”, defendeu um vestuário mais apropriado ao mundo moderno, que deixava de lado véus e turbantes em prol de ternos e elegantes chapéus de feltro ou panamá.
Reformulou ainda o código penal e o código civil. Uma comissão de línguas modificou o alfabeto, de árabe para o turco, de raiz latina e mais fácil aprendizado. Apesar de suas ações não serem democráticas, as idéias de Atarturk eram iluministas, buscando construir uma sociedade civil livre e moderna.
Transferiu a capital do país para Ankara, que aliás é uma bela cidade, limpa, florida e organizada.
Por todos os lados, desde a capital até o interior da Turquia, é idolatrado. Inúmeras são as estátuas e monumentos. Não há um único estabelecimento comercial que não tenha em suas paredes algum retrato seu.
Para comprovar o que digo, essa foto que tirei, do interior de um simples restaurante em Istambul:
Assinar:
Postagens (Atom)














































