sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Los Sapatos Viejos- Luis Carlos Lopez

Colombia, 1879 Los zapatos viejos Noble rincón de mis abuelos: nada como evocar, cruzando callejuelas, los tiempos de la cruz y la espada, del ahumado candil y las pajuelas... Pues ya pasó, ciudad amurallada, tu edad de folletín... Las carabelas se fueron para siempre de tu rada... ¡Ya no viene el aceite en botijuelas! Fuiste heroica en los tiempos coloniales, cuando tus hijos, águilas caudales, no eran una caterva de vencejos. Mas hoy, plena de rancio desaliño, bien puedes inspirar ese cariño que uno le tiene a sus zapatos viejos... (Luis Carlos Bernabé del Monte Carmelo López)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

FONSECA ENREDAME VIDEOCLIP


FONSECA Enredame
Carregado por psyque. - Videos de musica, clipes, entrevista das artistas, shows e muito mais. Me desenredas el alma y toda mi vida Me desenredas el tiempo todos los días Pero me encanta enredarme todas las noches contigo Y si estoy loco vas a vivir en un manicomio conmigo Por andarte adorando siempre me enredo Me la paso encontrándote entre mis sueños Y voy buscando el momento para quererte con tiempo Corazón mío como te quiero y como te llevo por dentro Y enrédame de amor mi vida Y hazme un nudo ciego Y entrégame tus pesadillas Q yo t doy mis sueños Y enrédame de amor mi vida Dejemos tanto enredo Y enrédame en tus besos Q yo a tu lado en todo me enredo Con mis ojos cerrados te doy un beso Ay a veces no se si yo te merezco Pero me encanta enredarme Todas las noches contigo Y si estoy loco vas a vivir en un manicomio conmigo Y enrédame de amor mi vida Y hazme un nudo ciego Y entrégame tus pesadillas Q yo t doy mis sueños Y enrédame de amor mi vida Dejemos tanto enredo Y enrédame en tus besos Q yo a tu lado en todo me enredo Y enrédame algo entre los huesos Pa’ no olvidarte ni un segundo si estoy lejos La telaraña de tu recuerdo Se fue tejiendo poco a poco con tus besos (BIS) Y enrédame algo entre los huesos... La telaraña de tu recuerdo.... Hipnotízame un segundo y yo te canto Entre mis bendiciones Esta canción te mando Amor de mis amores Enrédame en tus manos Y enrédame algo entre los huesos... La telaraña de tu recuerdo.... Y enrédame de amor mi vida Y hazme un nudo ciego Y entrégame tus pesadillas Q yo t doy mis sueños Y enrédame de amor mi vida Dejemos tanto enredo Y enrédame en tus besos Q yo a tu lado en todo me enredo

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cartagena de Indias- Pedro Granados

Cartagena de indias Aquí me tienes otra vez disponible al poema. Sentado en un lugar ideal esperando el poema. Un lugar ideal y tranquilo entre el ir y venir de la gente y el poema no viene. En este sábado por la tarde en pleno centro de Cartagena el poema no viene. Entre la calle del Porvenir Y la calle de la Soledad no viene el poema. Y larga y poderosa es la tromba y la trompa del deseo. Y total es la sinceridad. Y auténtica la zozobra. Y contenida la desesperación. Y el poema no viene. Muy alto es el cielo sobre esta ciudad, vasto el mar y anchísimo el continente. Más fácil es hacer poemas sobre el exilio en los Estados Unidos; mucho más fácil la elocuencia de una ciudad como Buenos Aires o Madrid. E incluso ahora que estoy con una maravillosa mujer --la más linda de todas, la más misteriosa, la más cartagenera-- ignoro si ella es precisamente una llave. Todavía no sé si es necesaria una llave para entrar a Cartagena. Quizá el muy alto aire y el muy vasto mar nos hablen --a escondidas-- entre algunas de estas estrechas calles. Quizá Pedro Claver se anime a interpretarnos la soledad y el porvenir de su gente (pienso en Pedro Claver --enfermo y ya gastado-- observando atentamente la bahía). Tal vez algún día un andino del Perú sea asimismo caribe. Es muy fácil hacer poemas sobre el exilio en los Estados Unidos, muy fácil predecir el deterioro y la posterior destrucción. Pero escribir algo digno sobre Cartagena no es tan fácil. No es tan predecible. Bocachica es la pobre y Bocagrande –lógico-- es la rica, y aquí se ubican los burdeles. Pero, a la orden estoy. Con mi corazón andino y mi deseo africano. Alto cielo y vasto mar de la costa por ahí me voy a encontrarlos.

Em Cartagena de Indias

Amigos, eu lhes disse que viria. Nao foi uma viagem como as outras que fiz. Foi vagarosamente preparada. Foi necessário rever a obra de Gabo, para ter certeza de que eu lhe reconheceria as casas, as ruas, as muralhas, os balcoes floridos. Sinto como se toda vida tivesse vivido aqui, como se fora personagem de um de seus romances. Eu poderia ser Candida Erendira, vagando pelos desertos. Eu poderia ser Ursula Buendia, poderia ser muitas outras... Escrevo-lhes do local onde foi o Convento das Clarissas.Vim para isso: para estar no local onde foi descoberto o corpo da menina que inspirou Garcia Marques a escrever O Amor e Outros Demônios. No meio de um bar, que hoje pertence ao Sofitel Santa Clara, há uma passagem. Descendo, lá está a cripta da menina. Fui com um funcionário do hotel, que me mostrou o lugar, enquanto minha mae descansava no quarto da longa viagem. Nem sei dizer o que senti. Minha alma chorou e continuará a fazê-lo por todos os dias em que eu me lembre dessa viagem.

Cartas - Clarice Lispector

“Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Do Amor e outros demönios 2

No ano de 1949, o jovem reporter Gabriel Garcia Marques é enviado ao historico convento das clarissas, onde funcionava um hospital em vias de ser desativado pois acabara de ser vendido para um grupo hoteleiro que pretendia ali instalar um hotel de luxo. Assim, acompanha o trabalho de remocão dos corpos enterrados nas criptas da capela e se surpreende com a abertura de um dos tümulos. Ao primeiro golpe de picareta, surge uma imensa cabeleira ruiva, de vinte e dois metros, de uma menina que lhe lembrou uma lenda muito popular entre os antigos do Caribe. A de uma marquesinha que tinha fama de milagreira, e acabou por morrer acometida pela raiva, apös ser atacada por um cachorro. "Essa marquesinha possuia uma cabeleira que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva", segundo o autor. Encantado com a possibilidade de ter encontrado o tumulo da marquesinha, o pai do realismo magico nos brinda com uma linda estória de amor envolvendo lendas caribenhas, crendices africas e o Tribunal do Santo Ofício. Recomendo com muito empenho essa leitura.

Do Amor e outros demönios

"(...)Sierva Maria náo soube jamais que fim tinha levado Cayetano Delaura, por que ele náo voltou com sua cesta de doces dos portais e suas noites insaciaveis. No dia 29 de maio, sem änimo para mais nada, tornou a sonhar com a janela dando para um campo nevado, onde Cayetano Delaura náo estava nem voltaria a estar nunca. Tinha no colo um cacho de uvas douradas que tornavam a brotar logo que as comia. Mas dessa vez náo arrancava uma a uma, e sim de duas em duas, mal respirando na änsia de acabar com o cacho ate a [ultima uva. A guardiá que entrou com a incumbencia de prepara-la para a ultima sessáo de exorcismos a encontrou morta de amor na cama, os olhos fulgurantes e pele de recem-nascida. Os fios de cabelo brotavam-lhe como borbulhas no cranio raspado, e era possivel ve-los crescer." Como parte dos preparativos para minha viagem á Colômbia, comprei dois exemplares desse belo romance de Gabriel Garcia Marques. Um para mim, outro para minha mãe, que me acompanharä nessa aventura em meados de setembro. Ficaremos hospedadas justamente no hotel que funciona no antigo convento de Santa Clara,em Cartagena de las Indias, local onde se passa a narrativa. Nessa viagem tão esperada, pretendo rever os locais que visitei durante as leituras da obra de Gabriel. As ruas de Cartagena, as Igrejas, os fortes, as lendas dos piratas, os tuneis secretos e todos os locais por onde seus fantasticos personagens andaram.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Hino da bandeira

Queria contar uma outra coisa esquisita. Que minha mãe, por não conhecer muitas canções, na verdade, apenas duas, costumava nos ninar com o hino da bandeira. Salve o lindo pendão da esperança.Bem, eu gosto. Em outras ocasiões atacava de: Em treze de Maio na cova da Iria No céu aparece a Virgem Maria... Não é de se admirar que eu e minha irmã tenhamos um gosto musical duvidoso e limitado! Por hoje é só.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O visitante- Márcia Taube

Todos os dias, no fim da tarde, sento-me na soleira dessa casa imaginária, que julgo habitar e aguardo com os olhos aflitos o regresso de alguém que virá de surpresa. Esse alguém sem sexo definido, usa um chapéu de palha e monta um pangaré. Vem de muito longe, me trazendo algum agrado embrulhado em papel almaço e fita de barbante. Nunca avisa. Nunca vem. Esse alguém podia ser meu pai, meu avô morto, minha amiga para sempre esquecida. Não tenho pressa nessa chegada, pois me agrada a longa espera. Enquanto fito o horizonte inexistente, agradeço a Deus por aquilo que julgo faltar em minha vida ser tão pequena coisa. Aguardo, pois, com alegria e esperança, minha querida visita. Márcia.

Meu chatíssimo, queridíssimo e amadíssimo blog

Te confesso que andei desanimada de escrever. Até porque acho que ninguém lê as minhas coisas. Até porque eu sou chata pacas. Minha filha disse que devia por muitas fotos, poucos comentários, falar sobre algum interesse em comum entre esta que vos escreve e a maioria das pessoas. Mas todo mundo que eu conheço curte sair a noite, viajar para lugares descolados que não acho graça, conversar coisas que me cansam. Quase ninguém gosta de viajar só para comer coisas, frequentar sebos, lugarejos ermos,missas gregorianas, espetáculos de clássicos revisitados,feiras, floriculturas e cemitérios, de preferencia sozinha, com meus parentes idosos ou meu marido, que preferia (mil vezes) curtir um bom hotel. Apesar da minha idade, eu sou muito, muito velha.Poucos amigos corajosos, me aturam. Pensei em silenciar este blog. Mas, para o azar de todos (rsrsrs!)mudei de idéia quando recebi um post do Antônio Calloni, agradecendo a reprodução de seu poema. Poucas palavras, delicadas. Do fundo do meu coração percebi que buscava essa inteiração com o mundo.Agora, digam ao povo que fico.