quarta-feira, 9 de março de 2011

Dormindo num hotel-caverna

Chegamos à noite no vilarejo de Urgup, na Capadócia. Fomos surpreendidas pela beleza rústica das ruas e muros, construídos em blocos de pedras muito claras, que também pavimentavam o chão.
O ônibus deixou-nos em uma pracinha, aguardando o carro do hotel e fazia muito frio, de modo que por todos os lados podíamos ver a neve do dia anterior, acumulada ao longo do trajeto. Não demorou muito, estavamos confortavelmente aquecidas no interior da van, e completamente deslumbradas com o caminho. A conducão subia por ruas bem estreitas, passavamos bem rente aos muros, cuja luz da rua emprestava uma coloracão amarelada, contrastando com a mais negra escuridão de fora.


Mas o melhor estava por vir: Quando chegamos ao nosso destino, quase caímos para trás com a visão deslumbrante, em que a fachada cuidadosamente iluminada do hotel se revelava. O Yunak Everly era exatamente como no livro (ver post anterior), um hotel inteiramente esculpido na rocha, à base de muitos cinzéis e paciência, durante os séculos V e VI.




Fomos muito bem recebidas pelo gerente,fizemos nosso check-in acomodadas em uma saleta em que até o lustre era esculpido e enquanto brindávamos nossa aventura com champanhe, nossa bagagem foi acomodada em nossos quartos.
Minhas companheiras de viagem eram minha mãe e Adriana, uma moca muito simpática que conhecemos durante a excursão, firmamos amizade e seguimos juntas daí em diante.
Muito alegre, nossa amiga não parava de exclamar:
-Obrigada, Deus, por ter me deixado visitar isso daqui!
Há dois anos está curada de um câncer, e seu alto astral maravilhoso contagiou a todos.
Observamos o labirinto de passagens estreitas e escadarias curvas, que levavam aos quartos, decorados no estilo otomano, com móveis antigos, tapetes persas e candelabros altos.





Os banheiros eram de mármore, e o nosso tinha duas banheiras, sendo uma de hidromassagem. As pias ficavam no interior de móveis de madeira, dando ao quarto um aspecto elegante e ao mesmo tempo acolhedor.



O hotel teve o cuidado de nos reservar um quarto no primeiro piso, por causa da idade de minha mãe. E o mais charmoso de tudo: para entrar nos apartamentos, antes passavamos por um pátio privado, cuja porta de madeira, imensa, era aberta com chaves igualmente enormes.



Cansadas, resolvemos jantar primeiro, e deixar o banho para a hora em que iríamos direto para a cama, evitando desse modo, ter de vestir novamente as diversas camadas de roupa que nos protegiam do frio.
O restaurante ficava do lado de fora do hotel, sobre um pátio de pedra, que na manhã seguinte nos brindaria com a maravilhosa paisagem da capadócia. Mas naquele instante, tudo o que queríamos era nos acomodar próximas à lareira e tomar uma tacinha de vinho da casa, enquanto nosso menu era servido.

Foi um belo momento, talvez uma das melhores lembrancas de minha vida, junto de minha mãe.
Outra lembranca nos aguardava, quando voltamos ao quarto: meu marido pediu ao gerente do hotel que nos enviasse uma garrafa de vinho, e lá estava ela, com as tacas, colocadas sobre a arca. Aliás, durante todo o trajeto recebi flores, caixas de chocolates e outros presentinhos que meu amor ia me enviando.
Mas o melhor ainda não havia chegado, estava reservado para o dia seguinte. Isso eu conto depois...
Para quem quiser visitar esse maravilhoso local, deixo aqui o site, para reservas:

http://www.yunak.com/index.php

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